Saldo 2008…

11Jan09

… ou Retrospectiva 2008, o quê você quiser chamar. I don’t give a fuck, anyway.

Este é o espírito com que eu começo 2009. It’s bad.

Mas, anos ímpares sempre são espetaculares na minha vida. O que é superidiota (estas novas regras da língua Portuguesa estão me enlouquecendo. Obviamente, eu já não sei mais escrever, eu não preciso de uma reforma gramatical para piorar as coisas…), porque eu não acredito em porcaria nenhuma supersticiosa. Mas, esta é verdade. Anos ímpares são do caralho.

Eu não lembro nada de concreto que aconteceu na minha vida antes de 2003. Então começamos com 2003.

2003 eu consegui minha primeira capa de revista, graças ao meu odiado e necessitado editor, é verdade. Mas, a capa existe e isso é o que importa.

2005 foi fantástico. Eu bati um recorde de shows que eu vi em um mesmo ano (se eu não me engano foi algo próximo de 80…), eu viajei pra caralho, eu saí pra caralho, fora o fato que quebraram meu coração big time, foi fantástico.

2007 foi weird. Mas, meu green card apareceu na minha casa em um sábado a tarde e eu finalmente voltei para o Brasil. Arrumei um emprego foda na DIRECTV e estava infeliz pra caralho. Mas, foi um ano bom – I mean, in tearms of achievements.

Aí eu tenho que fazer uma retrospectiva de 2008 que foi um ano para lá de unusual.

2008 eu estava no Brasil. Eu virei o ano com duas das pessoas que eu mais amo no planeta no Hotel Fazenda Duas Marias. Tinha até uma instrutora de Axé ensinando o pessoal a dançar as músicas. Super minha cara!😉 Mas, we were having a blast!

Eu continuei no Brasil até abril. O que significa que eu não senti como se meu ano tivesse começado, de fato, até eu voltar para casa. E como voltar para casa foi difícil. 1) Eu não queria voltar; 2) Eu tive que recomeçar minha vida do zero: sem casa, sem emprego, sem nadamorado, sem grana, sem porra nenhuma…

Sinto como se 2008 fosse um ano de apenas 8 meses. Os meses que eu passei em casa. O que é que iso significa? O tempo que eu estava no Brasil e estava feliz não conta?

Fuck this. Vai contar nem que seja apenas aqui.

Então, vou dividir 2008 em 2008 Brasil e 2008 US.

2008 Brasil:

Eu fiz várias coisas deliciosas, que eu queria fazer há décadas:

– Comecei o ano com pneumonia. Eu! Eu NUNCA fico doente. Eu tive pneumonia. Não que isso tenha sido bom. Só foi diferente…

– Eu voltei a trabalhar com a minha melhor amiga, um sonho que eu tinha há sete anos. Viver o dia-a-dia com a Cárita foi tudo. Eu amo a menina e ponto.

– Eu tive a oportunidade de trabalhar com outra amiga da faculdade, o quê foi completamente inesperado (eu não sabia que ela também estava trabalhando lá quando eu cheguei no Brasil), e delicioso. A Fer é a pessoa mais doce e inocente que existe. Total good times.

– Eu tive chance de conhecer uma caralhada de filmes brasileiros durante a Retrospectiva de Cinena CPFL Cultura de 2007. Morando aqui, não é sempre que eu tenho chance de assistir a filmes brasileiros, principalmente se não for algo grande, que chega a passar aqui. Desta vez eu ainda entrevistei Caio Blat e Cláudio Assis (o diretor de Baixio das Bestas). Amei.

– Tive a chance de visitar uma lista enorme de amigos que eu sonhava em ver: Maurício, Silvia, Lila. Nesta leva vi até meu ex-editor. Foi delicioso ver pessoas que eu amo, com projetos fodas. Seriously, I had the best time.

– Passei tempo com a minha família, filmei minha vó o máximo que eu pude, foi priceless.

– Consegui desaparecer do país no Carnaval. Passar o Carnaval no Brasil seria um pesadelo. Sem contar que em 2008 o Carnaval caiu no meu aniversário: pesadelo duas vezes. Viajei para o Uruguai e passei por Montevidéo e Piriápolis e Punta del Este. Achei demais, principalmente Montevidéo e o valor do peso uruguaio.

– Comemorei meu aniversário várias vezes, em Sampa, na van, com uma festa anos 80. Foi delicioso.

– Eu não fui convidada ou sequer comunicada sobre a festa de noivado da minha mãe em fevereiro. Supresa minha quando acordo com ressaca num sábado a tarde e a casa está cheia de gente comemorando e eu lá, de pijama e cara de merda. Transformei isso em uma festa, convidei meus amigos e bebi comemorando a felicidade da velhinha.

– Quando estava para ir embora, tive um zilhão de festas de despedida. Só no Brasil que estas coisas acontecem. Foi uma semana me despedindo de pessoas diferentes, de grupos diferentes, de formas diferentes, todas incluíram, em algum ponto, álcool.

– Curti minha casa, meus vizinhos, meus cachorros – que eu amo e morro de saudade todos os dias – fiz amigos. Can you believe this? Eu fiz amigos novos!

O foda é que esta experiência mudou minha vida. Eu voltei para cá outra pessoa. Eu não queria estar aqui, eu descobri que eu consigo viver em São Paulo perfeitamente bem, e que sim, eu preciso de alguns seres humanos por perto para sobreviver. Ou seja, a volta foi o inferno.

2008 US:

– Caralho, chegar no aeroporto, cheia de malas e sem ter para onde ir foi very, very weird. Então eu sentei no aeroporto e pensei: caralho, o que eu vou fazer agora? Minhas opções: 1) torrar meus míseros dólares em um hotel; 2) ligar para meu ex-namorado e ver se ele pode resolver a situação – sonho meu…; 3) ligar para meu ex-marido e pedir um teto; 4) ligar para o noivo da minha mãe e pedir um teto. Resultado: resolvi fazer todos ao mesmo tempo. A única pessoa que me deu teto foi o marido da minha mãe. O William foi me buscar na casa da minha mãe e me ajudou pra caralho. Meu deu o quarto de hóspedes da casa dele para ficar, me ajudou com tudo que eu tinha que fazer, me levou a todo lugar e, eventualmente, fez toda minha mudança. O cara foi foda. Depois eu visitei o ex-marido e aluguei um quarto na nova casa dele por um mês, até que eu encontrasse um apartamento para mim.

Aí as coisas começaram entrar ao normal = they suck. Arrumei um bom emprego, que não é o que eu mais quero fazer da vida mas, é interessante. É legal tirar onda e dizer que eu trabalho para uma empresa Fortune 300. E fazer marketing para canais de TV é algo que está, pouco a pouco, se tornando familiar. O saco é trabalhar em Pine Brook, NJ. Poxa, eu estava acostumada a trabalhar em Manhattan, em um escritório legal. Não no meio do mato, onde não tem nada.

Fora isso, eu voltei para o Brasil por mais 10 dias em Agosto e, para falar a verdade, esta segunda viagem foi muito mais divertida que a primeira. Em 10 dias eu fiz milagres: minha mãe se casou, mostrei o que pude para a Angie (step-sister) e passei muito tempo com os amigos e família. Na volta, minha contade de retornar para a vida aqui era tão grande, que eu vomitei de São Paulo à Newark: quatro saquinhos da Continental! Disgusting!

Ou seja, no final das contas o Brasil foi meu ponto alto este ano.

Ok. Eu consegui desenvolver um relacionamento legal com as minhas step-sisters. Descobri um mundo familiar que eu desconhecia. Acabei fazendo amigos novos

Viagens foi superfraco. Fui a Denver quatro vezes a trabalho e visitei a Gra em Baltimore. Fora isso é Brasil e Uruguai: mais nada.



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