Retrospectiva II

27Sep07

No início do ano, quando eu já estava trabalhando em uma galeria de arte indiana como contadora (!!!), eu recebi o convite para fazer desenvolver um projeto para a DIRECTV. O projeto é complicado e divido é três etapas: três meses, um mês, três meses. A primeira (os primeiros três meses), foram dedicados à uma pesquisa extensa sobre o mercado brasileiro nos EUA, com ênfase no mercado consumidor e na oferta de televisão aqui.  Em junho, a DIRECTV lançou o sinal da Bandeirantes aqui pela primeira vez e com exclusividade. Dois canais foram lançados, Band News e Band Internacional. Então, a segunda e terceira etapa do projeto era gerenciar o lançamento destes dois canais, com foco em um trabalho extenso de fazer o brasileiro relembrar da Bandeirantes e introduzir a Band News (levando em consideração que mais da metado do público vive aqui há mais de cinco anos e não conhece a Band News).  Claro que eu aceitei o convite, já que, isso era mais um presente que um convite. Isso era minha tese de mestrado entregue de bandeja. Já que, ao invés de passar dois anos no mestrado enfiando dinheiro no cú do Dean para fazer alguma pesquisa, eu passei sete meses trampando, sendo paga e fazendo a mesma pesquisa. Agora, é entrar no mestrado com a pesquisa pronta, cumprir as matérias obrigatórias e sair com o diploma debaixo do braço e promessas de um salário melhor.  Tem que ser, pois em sete meses, trabalhei sozinha como uma cavala em um projeto gigantesco; muitas vezes sem descanso; muitas vezes até as 11 da noite, sem párar. Minha supervisora, não faz nem o que o cargo prevê: supervisionar. Não vou reclamar da mulher. Mas, ela tem problemas sérissímos de relacionamento.  Nesta terça-feira passada, entreguei minha carta de resignação do projeto (uma formalidade, já que, a partir de 10-01, o projeto está finalizado mesmo), e já estou partindo para outras. Feliz da vida.  Claro, agora eu tenho que montar um portifólio com tudo que foi feito neste tempo (believe me, é muito material), organizar a pesquisa, a execução do projeto, todos os relatórios, todos os clips, samples, tudo e, mandar ver. É uma das primeiras vezes na minha vida que eu me senti excited and challenged pelo meu trabalho. E sugada por ele.  Eu vivi eletrizada com 300 coisas acontecendo ao mesmo tempo, e o pico foi organizar a participação da DIRECTV no Brazilian Day de Nova York, que é um dos maiores festivais de rua do planeta, com mais de 1,5 milhão de visitantes. É de se emocionar quando você vê que o grupo de capoeira que você contratou é tão bom, que a quantidade de pessoas que ficam ao redor paralizaram a 6th Avenida, e as mais de 15 meninas contratadas para trabalhar na promoção, mandaram ver enquanto este povo estava babando no grupo. A idéia era atraír público para a área onde a DIRECTV estava, competindo com show do Bruno e Marrrone.  Enfim, cada um dos mini-projetos dentro do projeto principal me deram um prazer gigantesco em executá-los. Ok, eu não durmo mais sem remédio; ok, minhas costas estão regaçada; ok, eu to com o pulso fodido; e ok, não atendo telefone mais fora do meu horário de trabalho (meu celular virou artigo de decoração), mas o prazer de ver que você construiu algo é inigualável.  Agora, aproveito a última semana no trampo, me despeço dos bons amigos que eu fiz, e inicio novas coisas. Além de, claro, tirar férias, que eu não sou de ferro. Uma vez eu li uma matéria sobre  este novo tipo de comportamento que é deniminado BINGEWORK. É quando você trabalha por um período determinado do ano, sem fun nenhum, trampando mesmo, todos os dias, sem parar, com blackberry na mão durante a commute e tals.  Depois, nos outros meses você desliga total, tira férias longas e festeja punk. Sabe, viaja por quatro meses, bebe, se mata… Work hard/party hard kinda thing. Este ano de 2007 foi o ano que eu descobri o BINGEWORK. Depois de tudo isso, eu tenho dois ou três projetos que eu quero começar e concluir até novembro, e aí, só volto a trabalhar em fevereiro/março do ano que vem.  Neste período de três meses, eu vou dormir tudo que tenho vontade, ler tudo que tenho vontade, assistir tudo que quis asisstir e viajar pra caralho. Festejar, beber, comer. Enfim, dar sentido para a palavra bingework.



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