Dark Thoughts on Happiness

18Jul06

Olha, para me fazer sorrir nos últimos tempos, só o João e a New York Magazine. Na semana passada, a revista lançou um artigo que fala sobre a felicidade de mais de 10 páginas. É longo, mas é muito interessante. (interessante = eu concordo com o ponto de vista expressado — incrível como tudo no mundo é relativo…)

Eu tenho passado os últimos meses pensando sobre como eu sou a comediante do jornal, ao mesmo tempo em que eu sou miserável e infeliz. E discutindo com as pessoas exatamente os mesmos temas que são discutidos no artigo.

Vale a penas ler! E aqui, vão os melhores pedacinhos:

Choice creates unhappiness, argues Barry Schwartz, so “New Yorkers should probably be the unhappiest people on the planet. On every block, there’s a lifetime of opportunities.”
(Eu acredito 100% nisso, e sempre digo: “feliz é o ignorante”. Quanto menos você sabe, menos opções você tem, maior a felicidade que você alcança. Quanto mais você sabe, mais você sabe que não sabe, mais você sabe que está perdendo sempre, mais infelicidade você alcança. É um no win game. Especialmente em New York.)

“It seems to me,” says Adam Phillips, that “anyone who could maintain a state of happiness, given the state of the world, is living in a delusion.” (Sinceramente, como as pessoas podem ser felizes? Eu vivo reclamando para a Mychelle que eu não saio mais para dançar em NY porque eu ODEIO o clima de “tudo é lindo, entramos no club, como somos felizes!! \O/ — Sabe, é impossível que alguém seja feliz em 48ºC. Ou em -27ºC. Nunca existe uma temperatura decente. E eu não sou apenas ranzinza, não. Está feliz? Não deve ler jornal. Meu amigo, é tsunami, terremoto, míssel, guerra, religião, PCC, eleição, todo tipo de porra! O mundo é uma desgraça e neguinho ainda me pára no msn para contar as maravilhas da vida. Por favor…Delusional mesmo!)

Mas o que mais me matou de rir é o Manual Como Ser Feliz:

Decide where to go to college by picking two decent schools and flipping a coin.
The relatively unexamined life is worth living. Barry Schwartz’s The Paradox of Choice documents numerous studies in which thinking too hard about multiple choices leads people to preemptively regret the options they’re going to miss out on. This triggers a stress reaction that tends to focus narrowly on random variables—producing unwise decisions, paralysis, and superfluous law degrees. Those who seize the first option that meets their standards (which don’t have to be low, just defined) are happier than those who insist on finding the perfect solution.

(Perfeccionistas vivem em um constante inferno. Este tipo de decisão, que pode mudar a sua vida, é extremamente estressante e eu concordo com o método de solução: flip a coin. É a história da escolha, depois você passa o resto da sua vida pensando o que seria SE…SE…SE… E se eu tivesse ficado no Brasil, terminado minha faculdade na Pucc, não me separado do Ricardo, vivendo perto da minha avó.. E se…Inferno, com labaredas e tudo!)

Don’t go to law school.
Lawyers are 3.6 times more likely to be depressed than members of other professions, and it’s not just because their jobs are more stressful. For most people, job stress has little effect on happiness unless it is accompanied by a lack of control (lawyers, of course, have clients to listen to) or involves taking something away from somebody else (a common feature of the legal system).

(Pode adicionar: don’t go to journalism school. Jornalistas sofrem com as editoras “a la Devil wears Prada”, sofrem sem emprego, sofrem sem inspiração, sofrem com a língua, sofrem sobrindo polícia, sofrem com a carga horária, sofrem com a competição, sofrem com a falta de smart insights, sofrem quando descobrem que o mundo é uma merda e que ninguém vai mudar isso, sofrem quando perdem todas as ideologias, sofrem enfrentando a realidade. Enfim, go be a professor or something…

Fire your therapist if he so much as mentions your childhood.
Contra Freud and pro common sense, much of Authentic Happiness author Martin Seligman’s research suggests that rehashing events that enraged you long ago tends to produce depression rather than sweet closure and relief.

(Nossa! Total! X% das pessoas do mundo que tiveram uma merda de uma screwed up childhood, querem mais é esquecer o passado e olhar para frente. Meu amigo, não adianta revirar e reviver o que já passou. Já era. Você não tem controle sobre o passado. Olha para frente, que é o que você pode mudar. Aí você vai fazer terapia com estes caras que querem te fazer entender que o que você é hoje é um reflexo do que você viveu com três anos de idade. Argh! Muda o disco!)

Send the kids off to day care, summer camp, and boarding school.
On a day-to-day basis, caring for children creates roughly the same level of satisfaction as washing the dishes. In fact, surveys of parents invariably find a clear dip in happiness after the Blessed Miracle of Childbirth, which continues unabated for twenty years—bottoming out during adolescence—and only returns to pre-birth levels when the child finally leaves home.

(I dream of a child-free world! Este é meu motto. Está aí, comprovado, criar uma criánça gera o mesmo nível de satisfação que lavar louça. Fantástico! Criança é um atraso.)

But make sure they’re busy once they get there.
Seligman cites research indicating that children who develop hobbies and interests besides loitering and watching TV are much more likely to be satisfied later in life.

(Eu realmente sinto pena daquelas pessoas que são incapazes de se divertirem sozinhas. Sabe, sem hobbies, não se interessam por absolutamente nada, dependem de outro ser humano para se sentir bem…)

Join a church, a yoga studio, an Alcoholics Anonymous group, or an underground fight club.
People who have more friends and belong to community-building groups are happier. To paraphrase the Norm MacDonald–era “Weekend Update,” perhaps that’s the kind of finding that could have been published in the scientific journal Duh, but there it is.

(Provavelmente pessoas que têm mais amigos são mais felizes. Este campo eu não conheço… E, também é muito provavel que pessoas que acreditem em alguma coisa, que sigam uma religião, sejam mais felizes. Tenham mais esperança, sei lá… Ser ateu não é fácil! Mas, a ponto aqui é, se ligar à grupos comunitários de atividades, tentar localizar pessoas que gostem das mesmas coisas que você gosta. Sabe, inclui aí, comunidades do orkut, anúncios pessoais nos jornais, craiglist… Vá caçar a sua turma, literalmente.É muito mais fácil se associar com pessoas que têm os mesmos interesses que você. Interesses iguais geram objetivos iguais.)



One Response to “Dark Thoughts on Happiness”

  1. 1 alguém

    Hum…adorei esse post viu! Não sou assim tão pessimista, mas concordo com a parte da criação de filhos. Não tenho nenhum e quanto mais vejo meu namorado(que é pai solteiro MESMO)criando o filho, menos eu quero ter um. O que eu percebo é uma competição entre os pais para ver quem cria melhor, ou, resumindo, quem dá os presentes mais caros, as roupas mais caras ou paga o colégio mais caro. Tomara que o mundo sempre me surpreenda com novidades, pois prefiro ficar ansiosa por não saber escolher(outra fonte da minha infelicidade, segundo o artigo), do que ficar ansiosa por ter um filho. Ah, são tantas coisas. O manual é ótimo. Bem realista. Quando eu chegar da academia vou ler tudo.
    Ah, acho que não dá para ser feliz fazendo qualquer curso de licenciatura. Sou professora, ganho mal pra cacete e estudo como louca. Meu sonho é ser “servidora pública” e já passei em 3 concursos em 6 meses. Pode ser careta para os meus sonhos, mas preciso de dinheiro, nem que eu tenho que mudar completamente minha rotina e minhas vestimentas. Ainda não fui chamada


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