Stuck in Reverse

04Aug05

Para não virar monotemática (sim, eu penso em muitas coisas que NÃO estão relacionadas com rock, se bem que sempre existe uma trilha sonora para tudo…), eu vou falar de absolutamente nada.

O meu certificado de JORNALISTA finalmente chegou. (\\O/ fogos de artifício\\O/) Eu esqueci de comentar aqui que eu finalmente acabei meu último curso. Um bafo, eu olhei para ele e fiquei tentando absorver, aí a gente faz uma retrospectiva e pensa em tudo que tive que passar para conseguir aquele pedaço de papel, que ainda não sabemos se terá valor algum.

O certificado que ficaria pronto em seis meses demorou quase três anos. Cada semestre era uma coisa diferente que acontecia (é, eu tenho que me juntar a aquela comunidade “eu só me fodo,” versão USA), era viagem do Afonso, o tempo que eu passei desempregada, o tempo que eu passei me adptando a empregos novos (e pagando dívidas), a procura de casa nova, a depressão, e por aí vai… seias cadeiras demoradíssimas, mas que eu aproveitei cada segundo. Faltei duas vezes na faculdade, meu maior índice de presença em sala de aula, ever. Uma porque estava doente mesmo, e a outra, que nem pode ser contada como falta, eu saí mais cedo para ver um show (rock).

Depois de alguns segundos, a vários goles de vodka, veio a retrospectiva número 2, tudo que eu passei para ficar aqui para conseguir o bendito certificado. Aí a única coisa que me vem à mente é neve. Todos os dias que eu esperei ônibus na neve, todos os dias que eu caminhei na neve para ir trabalhar, todos os filhos de uma puta para quem eu trabalhei, todas as vezes que eu fui ao restaurante pedir comida para o Charlie porque não podia comprar, aí quando o drama ficou muito grande, eu passei a mão no telefone e liguei para alguém. E ninguém atendia o telefone, aí, ai, esta vida que é uma farsa…

Agora a idéia é enquadrar o bichinho, pendurar no escritório e conseguir uma semana de férias para ir comemorar com as amigas em alguma terra que seja mais quente que NY (isso é possível??), o que está bem difícil de acontecer, as coisas estão bem apertadas no escritório e eu estou praticamente completando quatro anos sem ferias.

***

A viagem a New Orleans foi deliciosa e marcada por coisas relacionadas à religião (voodoo), que eu encontrei pelo caminho. Já no primeiro minuto, quando fui trocar o dinheiro para pagar o taxista que me levou até o hotel, eu entrei na primeira loja que encontrei na minha frente para trocar o dinheiro com a coisa mais barata que aparecesse no meu caminho, encontrei um chaveiro, que tem a foto de um bonequinho com a boca costurada dos dois lados. Creepy.

Nos outros dias eu visitei várias lojas como esta, e até um Templo de Voodoo, onde até a Pristess (como é o nome em português para isso?) local eu conheci. A mulher se esforçou para conversar conosco em códigos, charadas e depois nos mostrou os altares dela, bem parecidos com coisas que eu já vi no Brasil, peixe morto, ovos, pinga, água, muito cigarro (ninguém passa vontade de fumar alí…), dinheiro, imagens de santos católicos e fotos. Depois posto alguma coisa que eu fotografei lá.

Parte da cidade me lembrou muito a Bahia, principalmente Bourbon Street, uma rua lotada de bares, um do lado do outro, cada um tocando uma música diferente, aquele tipo de situação em que só dá para distinguir o que está tocando se você realmente precisa entrar em algum lugar para distinguir, o pessoal dançando como louco, e as ruas estreitas. Quando eu perguntei para um garçon, onde eu poderia ir, que fosse mais calmo e eu pudesse usar meu celular, ele me indicou outro bar, garantindo que não tinha música. Jura! Não só tinha, como era alta pra caramba.

Fora isso foi muita andança pela cidade, que é contraditória, tem bairros riquíssimos e bairros super pobres, passamos pelo French Market, pela Magazine Street, que tem várias lojas de móveis, pelo Louis Armstrong Park, Washington Park. Tudo bem corrido, não dá para conhecer nada em três dias. Se eu não tivesse que trabalhar eu estenderia minha estada por lá, e depois ainda iria visitar a Lily em Sarasota, FL (eu estou morrendo de vontade de ir a Sarasota neste final de semana!).

***

Não tenho absulatamente nada para falar sobre Chicago que não seja relacionado a música (rock), exceto o calor de queimar os miolos que fez naquele lugar. Algo como o verão mais quente em duzentos anos, credo. Eu estava tão cansada, mas tão cansada com a maratonma de shows que foi impossível caminhar, ainda assim vou postar fotos (poucas), aqui.

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