The High Road

04Jul05

Observações sobre o show do Creedence Clearwater em Westbury, NY

Tiram sarro de mim. Constantemente. Até meu namorado. “Ela mora em Lyndhurst, NJ.” Com ênfase em New Jersey. Eu moro na beira do Rio Hudson. É do lado da cidade. Mas fiquei abismada quando, na sexta-feira, depois de uma hora andando de Long Island Rail Road (LIRR), eu desci do trem e me senti no interior de Idaho. Inteior é alí! Alguns minutos fora da cidade e New York vira uma roça. As pessoas mudam, falam contigo, sorriem, são simpáticas. That’s NY, baby! Uma noite de country-rock e o pessoal usando cinto de couro com fivela grande. Juro. Bota de cowboy. Fantástico.

O teatro, chamado Music Fair até alguns meses atrás, hoje é North Fork Theater. Pequeno, redondo, com o palco giratório no centro. Creedence fez um show excelente. Aberto por Mark Farkner, que nós fizemos questão de ignorar. O triste é ver uma banda de 40 anos não lotar uma casa para 2000 pessoas, todas sentadas em suas cadeiras numeradas. E eles são ótimos, isto é show de rock! O baterista e o baixista ainda fazem parte da composição incial, o restante do pessoal é relativamente novo, 20, 15 anos de banda. E mesmo com problemas ridículos de som, foi incrível. Solos de guitarra para nunca mais esquecer. Daqueles shows em que a experiência fala mais alto. Simpáticos, conversaram bastante com o pessoal, e no final, voltaram para mais cinco músicas! Lindo, lindo. O pessoal os recebeu dançando.

***

Feriado

Final de semana longo, com direito à comemorações por eu ter terminado meu curso de Jornal (eu acho que era a única pessoa comemorando isso mas ninguém se lembra que é 4 de Julho mesmo!), cinco meninas de vinte anos se reúnem para dançar no Crobar. Uma noite cheia de desastres, que provavelmentre eu vou rir depois, como pagar 12 dólares por quatro pilhas AA; sair correndo sozinha, às 11.30 da noite por Hell’s Kitchen, porque suas amigas não te esperam, suas sandálias abrirem no meio do caminho, você quase tropeça, com vários sujeitos estranhos observando sua saia minúscula. Dentro do club, uma menina cai no chão e fode com meu pé, e quando você pára na rua para fechar a sandália, suas amigas acham que você vai fazer xixi e ficam indignadas. Mas também rola destes diálogos inesquecíveis, que acabam se tornando nossas piadas pessoais, mas que são censuradas.

No final da noite, depois de caminhar duzentas quadras procurando um Mc Donald’s ou uma Deli aberta, entramos em um Diner 24 horas, onde eu perco minha câmera. Desespero total. Só descubro quando estava dentro do metrô, saio correndo, volto ao lugar e recupero a mocinha. Meu medo é maior do esporro que eu levaria em casa do que o valor que teria que desenbolsar para pagar. Quando você descobre que você mora com alguém que te dá este tipo de medo, é porque já passou da hora de mudar. Então eu e a Amanda estamos procurando casa nova. Vamos mudar de estado, mas vamos nos mudar. Temos até Dezembro para juntar grana e resolver isso! Bom outra solução seria comprar uma câmera para mim, mas…. The High Road!



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